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Casa da Gorda

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Sex | 29.11.19

Desafio de escrita dos pássaros #12 - "Passarada à la Tarantino"

Gorda

Desafio da passarada 11.jpg

(podiam ser os dois pombos que defecam em cima da minha viatura pessoal, mas são só uns infelizes retirados do Google)

 

Tema da semana: Aquela passarada não se cala

 

 

Nenhum animal, bicheza voadora ou blogger foi aleijado na sequência desta história que roça o Tarantino da passarada

 

 

 

Quando entrei na casa da Custódia percebi que o ambiente estava hostil. Um par de binóculos profissionais, uma fisga presa num tripé e oito pedras alinhadas por ordem de tamanho. Não tinha pregado olho.

- Custódia, o que raio se passa aqui?

- Aqueles pássaros não se calam e eu vou limpa-los à padrada.

- Como assim, de certeza que os bichinhos devem estar aqui em passagem migratória e dentro de poucos dias seguem para outro sítio.

- És tão inocente! Isto não é passarada comum, isto é uma raça que castiga uma 'essoa até levar com uma redondinha no miolo. Tás a vê-los ali todes em linha. Até parecem pines à espera que eu lhes arreie.

- Coitadinhos, olha aquele ali tem um ar tão meigo.

- Essa é a Alexandra. Vai ficar para último. Se for esperta cava antes de levar padrana mona adentro.

- Mas os pássaros têm nomes?

- Tenhe estade aqui a decifrar-lhes o parfil toda a noite. Não tenhe pregade olhe porque estes jagunços não se calem. Parece a ceia de Natal na casa da minha sogra.

- E já tens conclusões?

- Já. A da ponta é a Alexandra, aquela que tu dizes que é “fofinha”. Ao lado está a Drama Queen, tem a mania que é vedeta e está sempre a berrar aos ouvides dozotres. A seguir está a Fatia Mor, que acha que é forte mas o outro que está ao lado vai na volta e espeta-lhe uma bicada na marmita. O que está ao lado é o Coiso.

- O Coiso?

- É pá sim, tenho pouco jeito pa nomes de gaijes e tou cansada. A seguir tá a Just Smile, quase que juro que a sacana da pássara tem dentes ou o caraças, pa rir. Sempre alegre, quero ver com uma bem assente entre ozólhes. Ao lado está a mula. Parece mesmo a Mula da cooperativa. A seguir está a Caracol.

- É uma ave.

- Eu sei, mas aquilo é um biche com asas muito estranhe. A gaija baba-se, parece um predigueire a olhar pa um osse.

- Só falta uma.

- A Maaaaiigda. É a cabacilha. Pa ela tá guardada a maior. Tou à espera d’apanhar num ângle porreire e vai ser padrada certeira no alto da pinha. Quando ozotres a virem com ozolhes a dar a dar, quero ver se não calam o pio.

 

 

Podem consultar os restantes textos do desafio nos links abaixo

Tema 1

Tema 2

Tema 3

Tema 4

Tema 5

Tema 6

Tema 7

Tema 8

Tema 9

Tema 10

Tema 11

 

 

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Qui | 28.11.19

Pessoas edredão elétrico

Gorda

(tentei pendurar-me no teto para tirar uma fotografia ao meu edredão, mas como não tinha buchas que aguentassem o meu peso acabei a tirar uma imagem do Google)

 

O Raul Minh'alma (que é uma espécie de Pedro Chagas Freitas mas só com dois nomes e meio) lançou um novo livro (ou será que é sempre o mesmo que continua a vender como castanhas assadas? não sei bem) e esteve no Pugrama da Q'uestina para falar de amor. Não sei se lhe ocorreu na altura ou se já estaria no livro, mas num momento de eureca o Raul decidiu definir a "pessoa micro-ondas". Ora de acordo com o referido no Instagram do Pugrama da Q'uestina tratam-se de "pessoas que vão embora da tua vida, mas continuam a mandar mensagens para te manterem quente caso te queiram comer".

Sendo uma pessoa que gasta tempo com assuntos cruciais ao desenvolvimento humano, dei comigo a aproveitar o tempo que estive na casa de banho sem dados no telemóvel para criar as minhas constatações sobre esta matéria.

Importa assim desde logo esclarecer que o micro-ondas não mantem a comida quente, este aparelho requenta em poucos minutos a comida que fica fria e depois apita até fazer com que uma pessoa, já ensandecida, grite com um aparelho inanimado dizendo "filho da puta do micro-ondas para quê tanta puta de tanta chinfrineira?". Este aparelho não mantém a comida quente. Se a pessoa quer manter a refeição em estado morno e comestível a qualquer instante, então tem de estar em lume brando, o que se consegue gastando imenso gás ou eletricidade, porque quem tem placa elétrica sabe que aquilo chupa mais que uma melga nos festivais de verão. 

Maneiras que constato que o nosso mais recente autor erudito percebe pouco de comida e ainda menos de eletrodomésticos. Quem sabe se um estágio na Worten pudesse apresentar-se como uma forma de aprender um novo oficio, conhecer o efetivo funcionalismo dos aparelhos e identificar outro tipo de pessoas com base em pequenos domésticos. Como a pessoa máquina de café, a pessoa depiladora, a pessoa aspirador, a pessoa espremedor. É um mundo que nunca mais tem fim.

De qualquer modo, por forma a não sair daqui de mãos a abanar achei que posso (por minha iniciativa) definir mais alguns tipos de pessoas, visto que aparvalhar já vale, até convites para ir à da Q'uestina.

 

Tipos de pessoas

Pessoas pé de gelo

Sou eu, por exemplo. Isto é gente que só lá vai com duas bufatadas bem assentes nas trombas, porque se metem na cama com um frio do quarailho, não calçam meias e aproximam os seus sebosos gelados dos ortelhos de quem já está a descansar.

 

Pessoas ferro de engomar

Isto é gente que faz com que os outros se passem doa carretos.

 

Pessoas sacola do almoço

É aquele tipo de colega no trabalho que mama o nosso pacote de bolachas todo e não é capaz de levar merda nenhuma para dividir.

 

Pessoas edredão elétrico

É aquele tipo de gente que está sempre de ficha ligada e a escaldar, qualquer pingarelho fora do sitio e já se sabe que a cena vai aquecer e os fusíveis vão rebentar.

 

Caso se lembrem de mais tipos disruptivos de pessoas, queiram deixar na caixa de comentários. Pode ser que juntos ainda tenhamos um livro com muitas palavras e sem assunto no top de vendas de um qualquer supermercado. 

 

 

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Qua | 27.11.19

A minha Alegria tem 21 quilos

Gorda

 

 

Quase podia ser um texto sentimental se as duas personagens envolvidas não fossem eu e a minha pequena cópia. Dois palermas a ver qual dos dois tem mais graça.

 

 

Ele nunca faz o que lhe digo à primeira.

Ele nunca faz o que lhe digo à segunda.

Ele nunca faz o que lhe digo à terceira.

Ele faz o que lhe peço quando berro, quando tem alguma coisa a ganhar, quando está distraído ou quando acabou de sair de uma situação apertada e quer melhorar o "cadastro" dele.

Ele enche a casa como se estivessem dez crianças aos saltos.

Ele desafia o que lhe explico, questiona o que lhe peço, argumenta mais do que estou à espera, tem resposta para tudo e mais um bocado e faz-me ter a certeza de que, mesmo que tivesse nascido com livro de instruções eu não me safava a acertar nos botões certos. Que mais não seja porque acabo sempre a deitar os manuais fora e a testar os equipamentos carregando num botão de cada vez (ou às vezes em todos ao mesmo tempo).

Ele tira-me do sério e faz com que a arrelia me passe em segundos.

Ele tem o mesmo mau acordar que eu. Ele tem a mesma genica ao final do dia. Ele adormece assim que toca na almofada ainda que dois cagagésimos de segundo antes eu estivesse certa que aquele gajo não fosse pregar olho durante mais duas horas.

Ele conta histórias e fantasias com dragões, cavalos, Playmobils e Legos envolvendo invariavelmente um incêndio e dois acidentes de viação.

Ele pergunta-me "então mãe como é que foi o teu dia hoje?". Ele quer saber como é que esteve o trânsito e consegue passar mais de meia hora a perguntar detalhes de um acidente na ponte.

Ele sabe o que é um nerval com quatro anos e dez meses. Eu só aprendi isso aos trinta e seis. Com ele.

Ele tem medo do dentista mas aguenta-se como eu, porque as caries têm de morrer porque são bichos que nos comem os dentes e nós precisamos de dentes para comer gomas.

 

Hoje quando o tirei da banheira disse-lhe que ele estava muito pesado, como chumbo.

- Como chumbo?

- Sim.

- Eu não peso como chumbo.

- Mas pesas muito. Quero ver se quando eu for velhinha vais andar comigo ao colo.

Ele gozou, que eu não ia precisar de andar ao colo.

- Vou, vou. Quando for velhinha, bem velhinha quero ver se depois tomas conta de mim.

Vi-o ficar sério como raramente acontece. Aguentou uma lágrima e disse-me:

- Quando morreres vou ter saudades tuas.

A vida é assim e nós sabemos. Quando morremos só acontece uma coisa, os que nos amam vão sentir a nossa falta. O resto é brisa e vida que continua (shiii Chagas Freitas meets Raul Minh'alma in the house, put your hands in the air!).

- Ó filho, isso só vai acontecer daqui a uns cem anos. Até lá ainda te fartas da mãe.

(noto que estou a contar com uma esperança de vida na ordem dos 136 anos)

Encostou-me a mim descontente. Por mais piadas que eu contasse ele só queria um abraço e que eu soubesse que ele queria que eu vivesse para sempre.

- Mãe, eu sinto-me como a Tristeza*.

- A do filme?

- Sim.

- E tu precisas é da Alegria.

- Como assim?

- Precisas da Alegria do filme e eu sou a Tristeza.

- Ó filho, tu sabes quem é a minha Alegria? A minha Alegria és tu. Sempre. Quando de manhã me dás um beijinho. Quando eu chego do trabalho ao final do dia e me dás um abraço apertado, quando me contas piadas para eu ficar contente.

- Gostas das minha piadas?

- Claro que sim!

- Sabes o João?

- Sim.

- Um dia ele fez cocó em cima da cabeça dele. Sabes a Maria? Ela hoje comeu relva. E a relva estava cheia de COCÓ! O Manel fez cocó nas cuecas. O pai do Manel bateu no pai do João e depois fez cocó em cima da cabeça do pai do João. A Maria fez cocó nas cuecas.

E contou estas piadas durante 25 minutos. Sim, vinte e cinco minutos.

 

Ele goza com a vida para não deixar que a tristeza ocupe lugar.

Ele ensinou-me que a vida é uma piada gigante, todos os dias me lembra disso e eu só posso dizer "obrigada puto, um dia vais perceber que o mundo começa e acaba em ti e que por ti eu consigo ver tudo com muito mais cores".

 

 

*A personagem Tristeza do filme Divertida-mente.

Nota: os nomes usados neste texto são factícios. O meu filho estuda numa escola mitra, não há Marias nem Maneis.

 

 

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Dom | 24.11.19

Carta aberta à Lois Lane

Gorda

(tirei esta foto ao Super-Homem da última vez que ele veio cá a casa comer carne de porco à alentejana. Tou a brincar, é claro que isto foi retirado do Google, só o Batman é que cá aparece)

 

 

Cara Lois,

Escrevo-te esta carta para te falar da tua eterna paixão e também do grave problema de miopia que tens nesses olhos.

Comecemos pelo primeiro.

Eu sei que tentas focar-te noutras coisas para além do Super-Homem, como reportagens sobre o Super-Homem, de onde vem o Super-Homem e quem é o Super-Homem, mas talvez tenha chegado a hora de arranjares outro gajo porque me parece que está fora do teu controlo a possibilidade de vocês alguma vez serem um casal.

Lois, minha querida, já reparaste que ele anda sempre de licra, com o Tó Zé e os bandidos amarfanhados numas cuecas claramente de número inferior? Já pensaste que se dá ao trabalho de lutar com bandidos sem que as maganas se lhe metam gaveta adentro? Isto só quer dizer uma coisa: o gajo enche o cu de laca para as malditas não saírem do lugar. E um gajo que mete laca no cu deixa sempre a desejar.

Para que raio quer o homem uma capa? Não achas estranho que ele precise de uma coisa que dá trabalho a lavar e ainda por cima desbota para o azul, quando aquilo não traz mais-valia nenhuma? É mais ou menos como o Castelo Branco com as malas e os chapéus, tás a ver? Eu não estou a dizer que o Super-Homem tem um toque abichanado, longe de mim, só acho que é melhor ponderares a hipótese de ele só te ver como amiga. Para irem às compras e escolherem modelitos juntas. 

Minha doce Lois, tu não vês porque és praticamente cega das duas vistas (só pode), mas o homem dá-se ao trabalho de fazer um caracol irrepreensível do lado direito da testa antes de sequer pensar em salvar alguém. Ou seja, uma velha por estar a levar nas trombas numa qualquer esquina que a doida de vermelho e azul só ajuda se estiver bem penteada.

Isto é muito gaiola das malucas.

Deixa algumas dúvidas. Entendes?

Eu já vi homens ensandecidos com muita coisa, minha amiga, mas quando ficam em fraqueza à conta de pedras brilhantes é porque não são pretendentes, são concorrência.

Pensa nisso.

Para além destas questões e tão suculentos conselhos, diz-me cá, há quantos anos a menina não vai a um oftalmologista? Muitos acredito.

Atão tu não vez que o pitosga de óculos de massa é o Super-Homem? "AAAAAA, o Clark? Tão fora", dizes tu. É mesmo, também não fiquei surpresa. O meu marido três dioptrias em cada vista e consegue perceber que se trata da mesma pessoa sem espetar com os óculos na face e tu, que te orientas sem umas singelas lentes de contacto nem suspeitas. Ó Lois tu vai ao médico mulher.

De resto acho que é isto.

Um bem haja e da próxima vez que o licraman aparecer não te esqueças de lhe dar uma boa nalgada na bufunfa, não vos faz avançar para lado nenhum, mas deve ser quase tão libertador quando arrear um valente tau-tau na peida de um ciclista.

Cus forrados a licra como que pedem um tapinha maroto.

 

 

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Sab | 23.11.19

Choose by the dick

Gorda

Choose your dick.png

(eu sou a responsável por esta bela conjugação de legumes com recurso ao complexo sistema designado paint)

 

 

Que é como quem diz, vai lá apreciar a flauta que mais te apraz.

 

O primeiro problema que uma mulher encontra numa relação está diretamente associado à conta bancária do seu objeto de amor. No início ele paga jantares, oferece chocolates, compra aquele par de brincos porque se lembrou dela ao passar na loja e a gaja começa a ficar com a sensação que ele até está orientado na vida. Depois de um mês de namoro o sacana já puxa para separar a conta do lanche e aí a gaja entende que afinal ele é um pé rapado e não vai ficar milionária pelo golpe do baú. O mal é que por essa altura a gaja já ganhou alguma afeição ao tipo e agora, por razões emocionais, também não vê com bons olhos a ideia de o pôr a andar.

O segundo problema pode estar no mangalho. A gaja conhece o gajo, perscruta a sua alma, tenta compreender o que têm em comum e idealiza o que ele terá para lhe mostrar na primeira noite surpresa. O mal dá-se quando a luz está acessa e a cobra zarolha não vai ao encontro das expectativas. Mas, mais uma vez, a gaja já está afeiçoada e deixar o gajo por causa disso seria mais ou menos o mesmo que devolver um rafeiro ao canil porque afinal cresceu menos do que se estava à espera.

Estou certa de que foi a pensar neste segundo ponto que no Reino Unido se inventou um brilhante programa que visa a escolha de um parceiro ou parceira, fazendo uma avaliação de pormenor à sua condição física antes de haver lugar à afeição emocional.

O programa começa com a apresentação da candidata (também há para gajos, não se preocupem) que dará consigo numa sala cheia de caixinhas com homens nus lá dentro. As cortinas coloridas sobem até ao umbigo e a moça ali anda às compras, um mangalho de cada vez. Vê a forma, o tamanho, a orientação geográfica, o penteado e por aí em diante. Tece os seus comentários e os pobres ali estão, de mãozinhas na cintura, estilo peixeira do mercado do bulhão, enquanto uma estranha lhes aprecia e desconstrói as miudezas.

Assim se aniquila a ideia que as gajas querem passar de que a parte que mais gostam nos homens são os zólhes e o sentido de humor.

Se fosse assim, os estrábicos, os míopes e os carrancudos nunca orientavam uma gaja.

 

O programa parece-me deveras interessante, particularmente a avaliação acutilante e detalhada de cada zézinho, mas infelizmente não pude ver na totalidade porque entretanto fui chamada para outros afazeres.

O programa responde pela graça de Naked Atraction e podem ver pela imagem abaixo que não estou a inventar.

 

Naked attaraction.png

 

Tudo isto para vos dizer que este é o espaço que vos providencia informações úteis (como estas) revestidas de tremendo gáudio, pelo que não se podem esquecer de usar as vossas soberbas falangetas para votar na Gorda para o pódio dos Sapos do Ano.

Podem ver o meu texto de campanha aqui ou podem ir diretamente aqui para votar. Não se esqueçam que é só até dia 30 de novembro. 

 

 

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Sex | 22.11.19

Desafio de escrita dos pássaros #11 - "Um dia papo a Barbie"

Gorda

caniche.jpg

(imagem retirada do Google)

 

 

Tema da semana: Um dia na tua familia...do ponto de vista do teu animal de estimação.

 

As manhãs começam com o tonhó a comer a torrada e eu à espera que me dê uma côdea bem lambuzada de manteiga. Haja alguém nesta casa que me trate como o cão macho que sou. O facto de ser este corno que não vê para além das tretas da Custódia é que me deixa de beiças caídas.

Ela entra pela cozinha, está enjoada e ele dá-lhe uma nota de vinte para ela ir à bica com as amigas e bater perna calçada acima, calçada abaixo.

A minha alegria acaba e eu tenho de meter a minha bufa fofa e tosquiada à coquete na sacola para fazer figura para as amigas dela.

Quem são eu? Perguntam vocês.

Eu sou o Zeus, dono do meu reino, senhor das minhas terras, mijo onde quero e possuo as mais belas cadelas. Era assim que me conheciam, até que esta sirigaita me adotou.

Desde então respondo por Lulu, vou ao Dog Hair Dresser uma vez por mês e neste preciso momento tenho uma parte do meu pelo pintado de rosa choque. Sou um caniche, mas sou macho. O problema é que aos olhos desta cabra eu sou um caniche que nasceu no corpo errado, e como não há mudanças de género para cães diz que aceita o seu menino como ele se sente, faz-me penteados de gaja e veste-se casacos com cristais.

Eu ando há dois anos a tentar pinar a Barbie, que é a Rottweiler do primeiro direito, mas como podem calcular, vestido desta triste figura perco todo o meu sex appeal.

Saímos de casa para ir à bica, encontramos as amigas e quando a Custódia recebe uma chamada misteriosa tem dores de cabeça imaginárias e despacha as outras calonas que vivem à conta dos maridos.

Normalmente as chamadas vêm de gajos que a Custódia conhece. Ela sempre foi fiel ao jagunço – pobre coitado, que Nossa Senhora esteja com ele – excetuando as vinte e sete vezes que pinou com o Alfredo da retrosaria, as vinte vezes que andou às cambalhotas com o Quim Tó dos estores e as … deixa-me pensar…sei lá quantas vezes que dançou a lambada com o Zézé pintor.

No meio disto tudo safa-se a Clotilde, boa onda e de cabeça nos ombros. Traz-me sempre um osso maior que a minha cabeça. Primeiro sodomizo-o enquanto sonho com a minha Barbie. Depois acabo a roê-lo até ao tutano.

 

 

Podem consultar os restantes textos do desafio nos links abaixo

Tema 1

Tema 2

Tema 3

Tema 4

Tema 5

Tema 6

Tema 7

Tema 8

Tema 9

Tema 10

 

 

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Qui | 21.11.19

A metáfora da poia e do cacilheiro

Gorda

cacilheiro.png

 

 

A vida resume-se na sua essência a muito poucas coisas que importam. Aquilo e aqueles que de facto têm valor contam-se pelos dedos das mãos. Talvez seja por isso que quanto mais envelheço mais me esforço por avaliar as situações com que me deparo para compreender se merecem mesmo o meu tempo e atenção, ou se são apenas trampa de passagem que serve para sujar o meu bem-estar sem deixar qualquer valor acrescentado.

É por isso que me concentro cada vez mais nos meu objetivos, nos sítios a que quero chegar e nas coisas que quero fazer, tudo o resto é, na sua grande maioria, fumaça de uma fábrica de adubos agrícolas que, por mais que tente embelezar a embalagem irá cheirar sempre a merda.

Foi por isso que no outro dia, sem recurso a álcool ou a quaisquer estupefacientes, enjorquei com o apoio de apenas dois neurónios parcialmente adormecidos a "metáfora da poia e do cacilheiro".

O cacilheiro faz a travessia do Tejo todos os dias múltiplas vezes ao dia, por vezes, e por mais que se esforce para o evitar, o cacilheiro embate de proa com uma poia. Isso acontece porque as pessoas são porcas e acham que devem partilhar os seus dejetos com o restante universo. O cacilheiro não vai parar para contemplar, pensar e dissertar sobre o dejeto. O cacilheiro nem se vai dar conta de que a poia está ali e segue o seu rumo como se a poia não tivesse feito um esforço inglório por lhe emerdalhar o cromado.

Nós temos de ser como o cacilheiro. Mais tarde ou mais cedo alguém vai mandar trampa na nossa direção, que mais não seja porque as pessoas não conseguem controlar a sua merda e projetam poias não literais como uma bisnaga descontrolada. Temos de ser fortes como o cacilheiro (sem ser preciso que fiquemos alaranjados) e seguir a direito fazendo de conta que não vimos que uma poia vinha a todo o vapor na nossa direção.

A poia ficará lá para trás, sozinha e solitária e nós acabaremos por chegar ao nosso destino prontos para mais uma viagem.

 

Depois não digam que eu não matuto nas coisas e não vos apresento pensamentos profundos e complexos. Nem Descartes se lembraria de cozinhar uma teoria destas, que mais não fosse porque no tempo dele só havia barco a remos.

 

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Ter | 19.11.19

A “Casa da Gorda” é finalista dos Sapos do Ano...

Gorda

sapos do ano.png

 

 

...e antes de avançarmos para qualquer outro desbravamento de matéria deixem-me ser clara e dizer desde já que este post serve para vos convencer a votar nesta chafarica mal enjorcada em detrimento dos outros espaços cujos nomes não vamos dizer porque são concorrência. A concorrência pode ter qualidade, mas nunca na mesma medida que nós, senão torna-se complicado esgrimir argumentos para ludibriar as pessoas convencendo-as a votar nesta maluca.

Assim, se ainda não votaram toca a dar à corda a essas falangetas e votar nesta menina que vos escreve, se já votaram e escolheram outro espaço, digo-vos do alto da minha profunda imaturidade que vocês cheiram a bufas.

 

Agora que estamos esclarecidos e clarificados podemos avançar de consciência tranquila para o resto do texto.

 

 

Olá meu povo leitor que por aqui ciranda assim meio perdido porque não quer voltar para as tarefas que o patrão mandou acabar; aquele relatório malandro que até gera uma certa ansiedade que depois traz um já conhecido refluxo esofágico à garganta.

Pois que se tornou do conhecimento desta humilde providenciadora de maluqueira que a sua tabanca havia sido finalista na categoria de Humor dos Sapos do Ano.

Até já dei uma entrevista, vejam lá. Fiquem atentos porque a sessão fotográfica tem mais nudez que as capas da Cristina. Eu toda peladona com o xaile da minha avozinha que Deus tem. Um mimo que não podem perder.

 

Mas...e o que são os Sapos do Ano, perguntam vocês do alto de uma ignorância completamente inaceitável?

Os Sapos do Ano são uma iniciativa criada por duas pessoas que não têm os pirulitos no sítio, para eleger os blogs que a malta mais gosta de ler. Eu não sei quem é “a malta” mas é uma expressão que o meu pai costuma usar sempre que se quer referir a um conjunto de pessoas que não sabe quem são. Pareceu-me apropriado.

É uma iniciativa meritória e de alguma forma muito amiga do ambiente, não só porque serve o propósito de encher o ego de quem ganha, como não gasta recursos do planeta com pingarelhos de acrílico que depois só servem para ganhar pó ou ocupar espaço numa gaveta que podia perfeitamente estar ocupada com outros cangalhos.

 

Agora que sou finalista cabe-me convencer-vos (e se necessário coagir-vos) a votar neste espaço. Vocês têm muito a ganhar com isso porque eu sei que a minha alegria vos traz um mundo de satisfação. Parem e pensem nas coisas que eu vos tenho dado. Quem que que vos dá alegria atroz? Quem é que vos apimenta os dias cinzentos? Quem é que vos entrega de bandeja júbilo imenso?

A Gorda.

 

É por estas razões que devem depositar o vosso voto nesta barraca.

 

Para o fazerem devem ir aqui e votar, até ao final deste mês.

Pelo que não se ponham a adiar como fazem com os exames que os médicos vos prescrevem, que eu bem sei.

 

Para não dizerem que vos deixo de mãos a abanar ficam aqui os links de algumas das coisas mais engraçadas que vocês já leram na vida. Se estão na dúvida voltem a ler, têm havido muitos atrasos nos comboios pelo que têm tempo de certeza.

 

Inicio

Como validar a qualidade de uma amizade no Facebook

TPM - Natureza ou conspiração corporal contra o bem-estar mental da mulher

Trabalha cabra - o hino

A saga das "Vinte e quadro sombras castanhas" - primeiro episódio

 

 

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Seg | 18.11.19

Inverno

Gorda

Inverno é olhar para a banheira e fazer tempo para entrar para o banho. Inverno é questionar filosoficamente a necessidade de ser asseado. É estar no banho e demorar a sair porque a água está quente. É gripe com ou sem aves. É sopa que se aquece demais e depois queima as beiças porque afinal não arrefeceu tão depressa quanto se estava à espera. É meia dúzia de castanhas assadas que dão a volta a tripa. É dizer ao cão para segurar o presente a ver se aparece uma aberta. É passear o cão escondido nas varandas. É apanhar a poia do cão enquanto pisamos a do cão do vizinho que é um porco do caralho e assobia para o lado. É querer estar debaixo das mantas quentes mas ter de apanhar transportes porque se é pobre e tem de ir trabalhar. É apanhar filas de trânsito para bulir porque é um pouco menos pobre, mas os filhos da puta dos nabos da estrada armados em Fittipaldis do Eixo Norte Sul se estampam uns contra os outros e escangalham os horários alheios. É comprar prendas e passar o janeiro dividido entre a tesão dos objetivos para o ano novo e a carteira tesa porque rebentamos tudo o que havia. Inverno é constipação e correntes de ar. É aquela malhinha da avó. Inverno é só arranjar lugar de estacionamento ao lado de uma poça que só damos conta depois de lá enfiarmos uma pata. Inverno é espetar com um pé na poça e perceber que afinal a merda das botas não valem uma bufa e a pega da loja nos engrupiu quando disse que aquilo era de elevada qualidade. Que lhe nasça uma beringela peida acima. Inverno é passar o dia com as peúgas meio molhadas dentro das botas a fazer sons estranhos de patareca assada. Inverno são collants que se rompem e deixam uma pessoa com os nervos em franja. Inverno é roupa polar. Inverno é quando uma gaja quiser ou quando sente frio nos artelhos, porque ainda estamos no Outono, eu já estou com esta conversa de merda e vocês vieram até ao fim sem achar que eu estou maluca dos carretos.

Agora deixem-se de malandrice e vão mas é trabalhar.

 

Dom | 17.11.19

Carta ao meu filho

Gorda

(imagem retirada do futuro e enviada para mim por uma espécie de link que ainda não foi inventado)

 

 

 

17 de Novembro de 2050

 

Olá querido filho, bebé da mamã, menino mais lindo, rapagão que eu trouxe ao mundo.

Como vai a tua vida meu amor? Estou certa que bastante atarefada contando que não me visitas há dois meses e já não ligas há três semanas. Sei que não ligas porque a mãe se antecipa sempre e é possível que duas chamadas por dia sejam um pouco demais. O teu pai acha que sim e às vezes até acho que é ele que me esconde o telemóvel. Qualquer dia escondo-lhe os medicamentos para a tensão e quando ele se vir à rasca logo aprende a lição.

Escrevo-te porque sabes que a mãe tem esta paixão pelas letras, mas mais do que tudo porque o teu pai me censura as palavras quando falamos. Está cada vez mais senil, vê tu bem que ele acha que eu me meto demasiado na tua vida. Palermice. A gente sempre soube que a haver um de nós a ficar apanhado da cabecinha seria ele. 

Conta-me coisas, filho lindo. Quero saber de ti. Ainda andas com aquela Marisa ou já arranjaste uma namorada decente. Eu tenho a certeza que ela até pode ser boa moça, mas dá assim uns ares de pega e eu não estou segura de que seja uma boa rapariga para ti. Pensa nisso.

Sei que ainda é novembro e o teu pai detesta que eu traga já este assunto à baila, mas queria mesmo saber se já pensaste no Natal deste ano. Ainda não recebi o teu convite e sabes que eu e o pai precisamos de organizar as nossas agendas e preparar as malas para ir para aí. Sabes como o pai fica quando tem de arrumar as malas. Um chato. É da idade.

Eu tenho estado a contar passar aí quinze dias como fizemos no ano passado. O teu pai voltou pior da tensão - acho que ele não gostou muito da Marisa e isso mexeu-lhe com os nervos -, mas eu adorei os momentos que passámos juntos e sei, no fundo do meu coração, que tu estavas radiante. Podia ver isso no teu sorriso. 

O pai acha que fui longe demais naquela noite em que bati à porta do vosso quarto de madrugada e pedi para dormir no meio de vocês dois. Mas já tinha saudades do tempo em que te enfiavas na cama do pai e da mãe, pelo que decidi experimentar para saber qual seria a sensação. Ah matamos mesmo as saudades, não foi? A Marisa parece não ter gostado muito, mas a gente não se importa com o que ela pensa pois não? Não deve ter sido tão amada quanto tu. Devia ser daquelas crianças que dormia na cama dela, um tédio.

Sei que tenho de te pedir desculpa por ter entrado na casa de banho sem bater à porta, esqueço-me que já és com homem com mais de trinta anos, porque no meu coração continuas a ser o menino que ainda brincava com os bonecos na banheira enquanto eu lhe dava banho. A mãe explicou-te que não tinhas nada que a mãe ainda não tivesse visto, aliás foi a mamã que fez isso tudo. A Marisa ainda não me agradeceu, mas devia? Mesmo assim pareceste um pouco incomodado e por isso peço desculpa. Prometo que este ano não entro na casa de banho sem bater. Já comprei um banquinho para pôr à porta e podemos falar enquanto te arranjas. Estou certa de que vais adorar. Faz lembrar aqueles momentos em que a mamã fugia para a casa de banho a fingir-se aflita para fazer cocó e tu ficavas do lado de fora a gritar "quando é que sais?" ou "o que é que estás a fazer?" ou ainda "porque é que estás a demorar tanto?". Bons tempos, em que o meu esfíncter andava sempre em stress.

Falando de coisas mais agradáveis, já sabes o que é que queres que o Pai Natal de traga? Estava a pensar num casaquinho de malha e mais um Lego de 1000 peças. Podemos aproveitar até à festa de ano novo para fazer montes projetos. Tu costumavas adorar. Lembras-te? Também comprei um puzzle de um céu nublado com 1500 peças para que estejamos entretidos na noite de Natal enquanto esperamos que o barbudo desça a chaminé.

Estou a contar que me vais convidar para passar o ano novo aí em casa também. Já comprei um vestido com lantejoulas e marquei sessão num cabeleireiro perto de tua casa. Não é o mesmo da Marisa, porque se lhe fazem aquilo no alto da cabeça a mãe prefere não lá ir. Não me interpretes mal, fica-lhe bem. A ela.

E tu já pensaste no que é que vais dar à mãe? O pai diz que quer que eu me cale mais, mas só Nosso Senhor o pode ajudar com isso. O teu pai, ao fim de velho, deu em ficar crente o pobre. Maldito o dia em que se reformou.

O que eu gostava mesmo era que me desses um netinho. Gostava mesmo de ter um netinho. Não que queira ficar a tomar conta dele, Deus me livre, era mesmo para saberes o que custa passar mais de um ano sem dormir uma noite completa ou passar os fins de semana a ouvir que montamos mal os Legos. Ai, são experiências que nos enchem o coração. 

Andei a ver na internet umas casa perto da tua e acho que ainda vendemos a nossa barraca por bom dinheiro, por isso, se eu conseguir convencer o pai, acho que para o ano podemos estar mais perto e assim não precisamos de falar por telefone, eu posso aparecer quando quiser. Não estás feliz? Imagino o teu sorriso radiante.

Mas e um netinho? Eu sei que estás desejoso de ser pai, mas só arranjas lambisgoias, amor. Tens de ouvir os conselhos da mãe e arranjar uma gaja em condições. Que não é essa Marisa, é outra qualquer.

Comprei uma toalha de Natal para pôr na mesa da consoada, estou certa de que vais adorar. Como deves ter metido férias, vamos poder passar as tardes a ver os teus desenhos animados favoritos várias vezes seguidas. Até já saberes as falas ou teres os neurónios aos gritos. É delicioso. 

Enfim, acho que com isto o que te quero mesmo dizer é que eu e o pai arrancamos dia 15 de Dezembro para tua casa, já avisámos a Alberta que não precisa de cá vir ajudar nesses dias porque a casa vai estar vazia. Vamos levar connosco o Thor, este ano vai ter de ficar dentro de casa porque sabes que ele sofre muito com o frio. Eu compreendo que ele o ano passado comeu os sapatos preferidos da Marisa, mas ela também já devia ter aprendido que não se deixa o caçado espalhado no chão, alguma coisa pode acontecer. O Joca também vai. Sei que a Marisa é alérgica a gatos, mas não o podemos deixar sozinho e sabes que se isso acontecesse logo no Natal ele ia apanhar uma valente depressão. Afinal de contas ele já é família e a Marisa ainda só está a tentar. Já comprei um anti-alérgico para dar à coisinha se ela ficar com falta de ar ou assim. Sabes que sempre prometi ser uma sogra dedicada e amorosa. Não precisas de agradecer. Podemos sempre pôr uma mesinha para ela e para os pais dela no alpendre. Assim de repente parecem boas pessoas mas de perto dão aquele ar de terem um garfo espetado no cu. Sabes que a mãe não lida bem com pessoas que metem talheres em sítios inadequados.

Acho que é isto, falamos mais logo. Ligo-te por volta da hora de almoço para saber se comeste a sopa toda. Vou agora mandar a carta por correio azul. Já sei que podia mandar por e-mail, mas a mãe vai pôr purpurinas na carta. Sempre adoraste espalhar essa merda cá em casa. Lixado é depois aspirar isso, vais perceber em breve.

 

Um beijo grande desta mãe que te adora.

 

 

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