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Casa da Gorda

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26
Dez18

26 de Dezembro - o melhor dia da época natalícia

Gorda

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O meu dia preferido da época de Natal é o dia 26. Primeiro porque acabou a maratona festiva do azevinho e das broas de milho, depois porque já estão pelas costas os almoços e jantares de amor e ternura e tricas familiares tão condizentes com esta natureza humana de gente que só sabe aceitar o modo de vida dos seus iguais (nem semelhantes são aceites). Amén.

Já não há pessoas a espetar-nos pelos olhos adentro o espírito de Natal e as renas e a vaca e o menino nas palhas deitado. “Ai que horror não tens presépio?! Valha-me Deus como é que passas o 24?”

Em aflição, claro está.

Já paparam com os fritos demolhados em 2 litros de óleo fula (detesto doces de Natal), as rabanadas e as azevias, o tronco de Natal e o filho da mãe do bolo rei, que só pode ter sido inventado por um cabrão bêbado que pensou “de hoje a 2000 anos ainda vão haver criaturas a comer isto.”

E há!

Perdoem-me a franqueza, mas gente que come bolo rei com gosto devia ser avaliada por um psicanalista, bem como gente que come aquelas coisas decorativas, as broas, a menos que a pessoa esteja num estado ébrio lastimável – o que constitui uma boa desculpa porque a pessoa não sabe o que está a meter à boca -, esta gente deve ser medicada.

 

No dia 26 o Natal e tudo o que este representa já faz parte do passado. Já lá está mais uma ceia em que a posta de bacalhau da sogra era muito alta (RIP ceia de Natal). Assim será enquanto a senhora for viva. Já passou mais um almoço de família, daqueles em que se recordam episódios mais velhos que o cagar, para regozijo de uns e amuo de outros (sempre os mesmos).

No dia 26 já há um vislumbre do ano novo e as lojas apresentam saldos a sério. Agora é só aguentar mais uma semana de desejos, passas, promessas e objetivos previamente gorados. Aguardar por um dia 2 de dietas e de “vou começar a correr 3 vezes por semana” enquanto se cospe alternadamente um pedaço de pulmão e um doce de Natal.

Pelo dia de reis já a vida voltou ao normal e a frase mais dita do ano será “cá estamos para mais um ano, não é?!”

 

E quem veio trabalhar hoje (com’à menina) depois de 4 dias de arrastanço doméstico? Alegria não é? Ao menos mal havia trânsito.

 

Nota: digam lá que não adoram o meu positivismo de algibeira? Um dia ainda vou dar palestras motivacionais e o caraças, vocês vão a ver?

 

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