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Casa da Gorda

Casa da Gorda

Sex | 21.12.18

Bom, lá vou ter de falar dos coletes amarelos não é?

Gorda

Quando eu andava na preparatória apaixonei-me perdidamente por um mocinho chamado Nuno. Era bem mais velho que eu e deixou-me completamente perdida de amores. Nunca vivemos o meu amor (era uma coisa muito unilateral), mas ele acabou por saber da minha paixoneta, coisa que me deixou muito encabulada. Enfim, coisas da juventude que não interessam para nada agora. O que interessa é que um dia um rapaz de um bairro manhoso ameaçou um dos colegas de turma do Nuno, disse-lhe que ia chamar a malta do bairro dele e que lhe iam dar uma sova ao final do dia. O Nuno, muito solícito e grande campeão, disponibilizou logo todas as suas amizades para andar à batatada. Por isso, ao final do dia havia um monte de gente à porta da escola, miúdos de um bairro manhoso e um bando de gente amiga do Nuno. E o Nuno? Bom, o Nuno tinha uma consulta às 16, pelo que não pôde estar presente para se arriscar a levar umas lambadas.

 

É mais ou menos assim que eu vejo as manifestações em Portugal. Alguém vai para as redes sociais juntar os amigos. O garanhões, mauzões do teclado, autênticos cinturões negros do touch screen, ficam logo em fogo. Vão bater, vão protestar, vão gritar, vão levar os amigos do bairro, vão arrebentar com tudo.

 

Depois no dia em que é para aparecer têm uma consulta por isso vão andando.

 

Tanto alarido para nada. Os únicos coletes amarelos que vi foram os de 2 gajos que bateram a caminho da ponte.

 

Ao que parece entre as pessoas que ainda têm prendas para comprar, as que têm uma consulta às 16 e as que, quando chegaram à loja do chinês, já estavam esgotados os coletes, sobraram uns 7 que se foram manifestar para a ponte do Pragal. Mas pacificamente, atenção! O senhor que vi na TV até estava sem jeito para dizer que sempre que levantava uma pedra encontrava uma minhoca porque não queria arranjar chatices com o PAN. Se calhar devia ter dito que “cada cavadela cada urtiga”.

 

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