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Casa da Gorda

Casa da Gorda

Sab | 05.01.19

Dores de tomates vs Dores de ovários

Gorda

 

Todos sabemos que ambos vêm aos pares. Dois tomates para os senhores e dois ovários para as senhoras. Os tomates dão assistência à gaita, os ovários dão assistência ao útero. Sabemos que os primeiros têm uma maior propensão para o prurido, ou assim indicam os seus proprietários que aproveitam todas as oportunidades para lhes deitar a mão. Não sei se para garantir que não os perderam, se por alguma fratura de afeto. O que é certo é - caso ainda não tenham reparado reparem - quando um jogador da bola leva uma bolada na zona pudenda, a massa de homens a assistir lança as mãos aos seus mais que tudo inadvertidamente, como que num gesto condoído que ao mesmo tempo diz “antes tu que eu, dasse”.

As senhoras não coçam os ovários, nem tão pouco dão pela sua existência na maior parte do tempo. São órgãos silenciosos e que não dão pena nem paixão semanas a fio.

Mas, como qualquer boa sonsa que nunca parte um prato mas depois rebenta com a loiça toda, os ovários agendam 1 a 2 dias por mês para moer a sua proprietária. A pessoa dobra-se, põe-se em posição fetal, queixa-se, chora, falta a aulas de zumba e tudo mais.

Já os tomates só doem em situações inesperadas e sempre em resultado de mau trato deliberado ou acidental. Um pontapé bem arreado no meio das pernas ou um dos gémeos que fica entalado em qualquer lado.

Ou seja, se houver cuidado do proprietário, são órgãos que podem passar uma vida sem dar incomodo. Já os ovários é o que é, incomodam sem ninguém lhes fazer nada.

 

Há dias em que gostava muito de ter um par de tomates, mesmo que o tivesse de coçar o dia todo.

 

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