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Casa da Gorda

Casa da Gorda

Dom | 25.08.19

I see stupid people

Gorda

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Dou comigo mais vezes do que gostaria a matutar na forma de ser agraciada com uma grande ideia, uma propósito que me permita ajudar o planeta granjeando largas quantidades de carcanhol para a minha conta bancária. Dispenso a fama e o reconhecimento porque isso só serve para atrapalhar quando a pessoa quer ir passear o cão de pijama.

Depois de muito meditar chego sempre à mesma conclusão: a paz está já a cargo de todas as candidatas a Miss Universo, a cura para o cancro está com cientistas que estudaram para o efeito e a fome está a ser disseminada às mãos da Angelina Jolie, um Brad Pitt de cada vez; maneiras que me resta o combate à estupidez.

Com um objetivo em mente penso, pondero e reflito na melhor estratégia para acabar com esta doença crónica que consome a nossa sociedade com mais velocidade do que o Pacman a papar bolinhas no jogo dos anos 80. Dá-se um momento eureka e sei que podia escrever um livro com todos os detalhes, livro esse que, depois de lido iluminaria as mentes néscias. Ah, mas a maravilhosa ideia é atropelada por uma lambreta desenfreada quando percebo a redundância da coisa: um estúpido nunca compraria um livro porque é estúpido. Nem livro nem comprimido, porque o estúpido vive alheio da sua condição.

Resta-nos compreender ou mandá-los bardamerda de quando em vez.

O grande mal do estúpido é que, incapaz de compreender o espaço que ocupa, julga que incomoda o outro, mas na realidade o que faz é arranjar tema de conversa num dia que podia até ser entediante. Por exemplo, estava aqui eu sem assunto para amanhã, quando se me bateram à porta um conjunto de imbecis que, a bem da verdade, podem até ser apenas um grande imbecil que, não tendo nada melhor para fazer, se me abancou à porta.

O blog tem tido mais alguma atenção do que aquela a que está habituado, o caro Sapo destacou um dos textos da semana passada e, estando nas luzes da ribalta na plataforma da Sapo foram arrecadados para o espaço mais alguns leitores, o que é bom; por outro lado apareceram alguns podres, que, tal como acontece com uma caixa de fruta da da horta da sogra, a gente faz uma triagem e deita fora o que cheira mal.

Paz à sua alma.

Maneiras que, excitadíssimos com a palavra "gaja" desataram numa loucura de comentários palermas. Ora vamos ver:

 

Eu, também é mais gajas. Gosto mesmo de gajas. De preferência boazonas, abonadas, ca#e#u#as.

 

Este é dos melhores porque não só entretém como ainda quer jogar, é como aqueles maluquinhos, não dizem coisa com coisa mas querem sempre que a gente jogue ao galo com eles.

 

A filha do meu vizinho
comprou três frangos na brasa
perdeu os três no caminho
ainda levou frango pra casa...

 

É preciso respeitar os poetas e este é ainda melhor porque consegue fazer piadas em verso, qual Toy qual quê!

 

A patrocionio com aquelas fuças… nem por amor à pátria.

 

Quando percebo que o Brad Pitt vem ler o meu blog.

 

As gaijas são boas é pra nós as comermos. De preferencia com muita chicha onde se agarrar!

 

Este comentário saiu diretamente da braguilha de um virgem.

 

Eu gosto de gajas boas.

 

Mais um virgem rebarbado.

 

Asdrubal Izaías Dacosta Porque não casa de banho mistas no parlamento???? Ver a Mortágua a mijar ao lado do costa seria uma coisa absolutamente natural Gosto · Responder · 12 · 8 h

 

(comentário entretanto eliminado)

Este faz-me lembrar a minha tia Aurélia que tem Alzheimer, uma pessoa fala de uma coisa e ela responde outra. É preciso ter paciência. Coitado, é da doença.

 

As gajas só tem utilidade na cozinha e na cama, por vezes também decoram bem uma sala.

 

(comentário entretanto eliminado)

Este veio comentar às escondidas depois de ter lavado a loiça, senão ainda leva com a dos bolos na cremalheira.

 

Em resumo, identifico dois traço comuns entre todos estes comentários: têm excesso de tempo inútil e sentem uma necessidade premente de estar sempre a dizer que gostam de "gajas, gaja, gajas, gajas". Ora um gajo que gosta de gajas e tem gaja está ocupado com coisas divertidas em vez de estar a fazer comentários idiotas, pelo que me resta concluir que estamos perante estúpidos que encontram o clímax absoluto na posse de um teclado. Falamos de simpáticos senhores que aparentam ter tido contacto com genitais femininos apenas uma vez na sua pobre existência: na hora do parto (o seu - acreditando que não nasceram de cesariana). Suspeito que se um dia se apanharem frente a frente com uma vagina vão apanhar um valente desgosto, porque a sacana não tem asas, afinal de contas sempre lhes disseram que "não há nada melhor que uma passarinha".

 

À parte de tudo, o que é pena é que os estúpidos ainda não perceberam que os comentários se apagam e que a única coisa para que servem é para que se possa fazer poucos deles.

 

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