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Casa da Gorda

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Qui | 09.08.18

Instragram – o shopping virtual da felicidade

Gorda

Passar 5 minutos no Instagram é como ir a um shopping virtual “da vida e da felicidade”. Toda a gente tem um produto para vender, toda a gente tem uma formula milagrosa para si que, por uma conta razoável de compras nas marcas com quem têm acordo, qualquer um conseguirá obter.

Os treinos, as comidas, a Prozis (que tem sempre desconto se comprarmos não sei quanto pão e barras e usarmos o código da tal e tal e da tal), e a minha preferida: os sumos detox, que começam com a frase de que são bons mesmo fresquinhos, mas estão ali todos os sabores à beira da piscina a apanhar sol.

Depois há os pobres e desconhecidos (duplamente pobres, sem cheta e sem fama), que não passam de seguidores das celebridades ou pseudo celebridades; são os que publicam fotografias parecidas com as de quem tem o que vender, como se estivessem a vender alguma coisa, mas a única coisa que se percebe é que já compraram. Sem o filtro adequado e com fotos tiradas pelo cônjuge que mal sabe lidar com o flash. Valem as 3 ou 4 almas que mostram os dias de praia sem pretensões. Mas ainda esses, quer lá uma pessoa saber se a água está boa! Estamos confinados ao trabalho.

No fim não sei o que é que me faz mais confusão: se as famosas que passam horas no ginásio a mostrar corpos esculturais com frases de merda (“a beleza vem do interior” enquanto estão numa poça de água, numa praia paradisíaca, com a parte de cima do biquíni quase a cair “sem querer” e o mamilo ali mesmo à espreita), se as colegas de trabalho que agora dão no “fit” escarrachadas na praia com fotos das pernas bronzeadas e as barrigas tão encolhidas que sabemos que teve de se chamar o INEM entretanto se o marido não se despachou a tirar a foto (gente que não tem prática na apneia e que depois sustem a respiração um pouco de tempo a mais).

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