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Casa da Gorda

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Qui | 22.08.19

O diário da mãe positiva – o princípio

Gorda

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O meu nome é Maria Alberta, tenho 38 anos, sou formada em línguas e sou, acima de tudo, mãe de duas joias raras, as minhas razões de viver e a essência do meu ser. Acredito que a vida pode ser perfeita e positiva desde que nos esforcemos para que sejamos capazes de ver o copo meio cheio, porque a beleza da vida está nas pequenas coisas.

Sou uma profissional competente e motivada na área da venda imobiliária, sendo usada como exemplo para toda a equipa em resultado da minha forma de estar feliz para com a vida. Se nós conseguirmos ver a alegria num lar, o cliente verá o mesmo que nós, mesmo que a casa esteja infestada de baratas.

O mar de negativismo é uma pequena poça na praia de harmonia em que eu prefiro nadar.

O principal foco da minha vida são os meus filhos, crianças felizes, positivas, dotadas de um sentido de evolução e de aprendizagem que me surpreende todos os dias. Acredito que os nossos atos voltam para nos dar em dobro aquilo que lançamos para o universo, pelo menos foi isso que aconteceu com o boomerang que o meu marido trouxe da Austrália, da primeira vez que o lancei veio-me direto às faces e deslocou-me o septo nasal. Mas eu sou positiva e acho que o nariz mais para a direita até me dá algumas vantagens, é só colocar-me meio de esguelha nas fotografias para os outdoors publicitários.

Considero-me uma mãe positiva porque me esforço por dar aos meus filhos um mundo de sonho. Na minha casa não entra açúcar para que não entrem doenças, elas batem à porta e eu digo “o que é que quer dona gripe? Nesta casa não entra porque nós comemos panquecas barradas com pólen”. É assim que explico aos miúdos. Não há gritos, mesmo quando o meu marido – o João Carlos – está a ver o Benfica. Acompanho de perto o percurso escolar dos meus filhos e tenho reuniões semanais com a educadora para garantir que o meu Luís Alfredo e a minha Alexandra Vanessa têm um percurso escolar estimulante. Ainda a semana passada desafiei a educadora para começar a introduzir o alemão na sala dos 3 anos; sim, porque o inglês a minha Alexandra já fala desde os 7 meses e dois dias.

Adoro estar presente para o percurso dos meus filhos.

Fazem uma revisão com o pediatra de 3 em 3 meses, porque passar um semestre inteiro sem ser examinado me parece excessivo. O pediatra discorda, mas eu já lhe disse que a perfeição não tem tempo nem dinheiro que pague. Disse-lhe isso no mesmo dia em que trocámos ideias acesas – eu nunca discuto, a própria palavra discutir é abrasiva para mim - sobre a necessidade de os miúdos levarem algumas vacinas do plano nacional.

Sou defensora acérrima da amamentação e acho que está nas nossas mãos – bem, na verdade nas nossas tetas – a solução. Temos de insistir e passar de nível como se fosse um videojogo. Rapidamente compreenderemos que os miúdos crescem melhores e mais inteligentes que a maioria dos outros desgraçados que começam a vida neste mundo a toque de coisas de fábrica. Um horror.

O meu Luís Alfredo fez uma boa transição, deixou a mama quando já fazia refeições completas, estava com 7 anos e 12 dias; já a minha Alexandra ainda mama, mas não temos pressa porque a velocidade só se impõe para a aprendizagem, a mama está cá para dar à menina todos os anticorpos que ela precisar.

Adoro férias em família e dou um bracinho para ir com os miúdos ao parque, a socialização é super importante.

O meu objetivo com este diário é presentear-vos todas as semanas com um tema que me parece importante, como: “como gerir uma consulta no pediatra?, “como colocar a educadora no lugar dela?”, “como evitar não comprar um chupa sem recorrer à lambada nas ventas?”. Enfim são temas fraturantes e que merecem tempo de antena.

Vou dedicar-me a preparar o nosso primeiro assunto para a próxima semana e estou ansiosa por saber as vossas questões, para que juntas possamos ser mães positivas e perfeitas que vão criar um mundo de harmonia, em que todas faremos festas de aniversário em cores pastel com muitos cupcakes maravilhosamente decorados.

 

Beijos doces como algodão nas vossas bochechas felizes.

 

Até para a semana.

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