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Casa da Gorda

Casa da Gorda

05
Out18

Olá Facebook, adeus Facebook

Gorda

Foi bom enquanto não durou. Mas divergências irreconciliáveis separam-nos.

 

A partir de hoje o dia 5 de outubro passou a representar 4 marcos para mim:

  1. Um feriado. Facto que muito estimo porque me confere um dia extra longe do escritório (ainda que eu prefira sempre aqueles feriados que têm de calhar sempre a um dia de semana, como a sexta-feira santa. Dê por onde der é sempre a um dia útil).
  2. Comemoração da implantação da República Portuguesa (dado que por vezes esqueço necessitando de me recorrer do Google).
  3. O aniversário de casamento de diversos amigos e familiares.
  4. O dia em que tentei abrir uma conta no facebook, com vista a partilhar ideias avulsas, bem como os posts do blog e o mesmo dia em que cheguei à conclusão de que não quero ter conta no facebook.

Ora pois que foi assim que aconteceu:

 

Já vamos com dois meses disto e pareceu-me que, uma vez que não desisti e que por cá me mantenho a deixar notas, talvez fizesse sentido fazer mais algumas daquelas coisas que aparentam ser mais ou menos consensuais entre a malta da blogoesfera:

  • Inscrever o blog num ranking (aparentemente não tive sucesso porque procuro e não encontro na lista.
  • Criar uma conta de facebook destinada ao blog.

 

Tento abrir a conta de comunidade e a aplicação diz-me que tenho de me inscrever. Faço isso. Inscrevo a personagem fictícia. Quer dizer, mais ou menos. Porque esta personagem dá pelo nome de Maria Gorda e gosta de ser tratada só por Gorda. Mas Maria Gorda pelos vistos é um nome ofensivo, pelo que tive de escolher um apelido diferente.

Pobre da pessoa que se chame Maria e tenha como apelido Gorda. Pobre do nosso querido António Feio, que não conseguiria abrir conta porque tem apelido de Feio. Ao que parece o facebook tem o poder de decidir se podemos ou não ter determinado nome. Se achar o nosso apelido demasiado agressivo, como José Pila, que também os há, famílias Pila. Nada feito. Que raio de mundo este em que uma aplicação pode decidir quando o nome de uma pessoa é bom que chegue ou não. Quem é o facebook para decidir que o apelido Gorda tem má conotação. 

 

A partir daqui comecei a achar que já me cheirava mal.

Mas continuei, que sou gorda e teimosa como uma anta.

Ponho uma foto qualquer e tento criar uma conta de comunidade para o blog. 

Até aqui corria às mil maravilhas. Estava encantada comigo, porque tudo seguia com uma fluidez que me estava a surpreender, uma vez que sou tremendamente néscia no que toca a tecnologias.

Ainda hoje me espanta a conversa de guardar fotografias em clouds, porque clouds são nuvens e as nuvens só devem ter acesso a questões de impacto meteorológico, ou para enfeitar desenhos de crianças quando pintadas na cor inversa (normalmente as crianças pintam as nuvens a azul, já repararam?).

Estava tudo a seguir em velocidade cruzeiro quando recebo uma mensagem de segurança. Dei um telemóvel. Recebi um código. Introduzi o código. Recebi nova mensagem. Agora quer uma fotografia minha para confirmar que sou eu.

Antes de mais como é que confirma se sou eu se nunca nos conhecemos?

E eu passei o jantar a ponderar sobre isto.

 

Podia mandar a foto. Mas a verdade é que isto é uma regra de segurança idiota. Se eu tivesse colocado na foto a fotografia de outra pessoa - coisa facílima de fazer - ninguém me perguntava nada e lá seguia eu pelos pingos da chuva. Mas como não quis colocar a cara de ninguém (incluindo a minha) e achei que um donut cor de rosa era a melhor opção, bloquearam o acesso.

Se não me fosse de todo possível mentir, recorrendo à imagem de alguma outra pessoa, eu compreenderia o mecanismo de segurança. Mas sabendo que não é assim parece-me tremendamente idiota esta obrigação.

Por isso procurei um sítio onde pudesse clicar para dizer que "se é assim deixem lá estar isso, gosto de escrever coisas, gosto de publicar os meus textos, mas quero poder manter a minha vida banal e quotidiana longe disso. Quero manter a liberdade que o anonimato me confere. Obrigada e resto de bom feriado. Cumprimentos á familia".

 

Mas não há esse botão. É como se estivesse numa especie de gesto em que fico contra a parece, ou envio ou envio. Não há outra opção.

Por acaso há facebook: é a cruzinha no lado superior direito do ecrã. 

Para saber demais da minha vida já me chega o Google, que sabe sempre onde vou jantar, que me pergunta o que jantei, se gostei, se aconselho o espaço a mais alguém. Já me chega que o Google me pergunte "podes dar-nos uma mãozinha?" e depois desata a fazer perguntas sobre todos os sítios onde estive. Parece que passei a semana vigiada.

Deixem lá a Gorda com cara de donut. As redes sociais não são para esta pessoa com excesso de peso.

 

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