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Casa da Gorda

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Qua | 05.02.20

Os pássaros, a Custódia e a desnaturada que a inventou

Gorda

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No ano passado - se a minha memória carregadinha de Alzheimer não me atrapalha – algures em setembro, recebo uma mensagem pelo facebook de uma moça que para além de estar a rebentar pelas costuras neste momento larga gosma enquanto anda. Dizia esta simpática criatura que ia haver um desafio de escrita criativa organizado por umas mentes (meio chonés) iluminadas da aldeia anfíbia e que eu era capaz de gostar. Que a coisa ia durar dezassete - repito - dezassete semanas, e que podia ser divertido porque havia temas pré definidos e todos tínhamos de enjorcar qualquer coisa num limite de quatrocentas palavras para escrever sobre a maluqueira que alguém tinha inventado.

A principio pensei “esta bacana está maluca, dezassete semanas!?”, depois “tá grávida e eu não consigo dizer que não a grávidas”, depois calculei “mais coisa menos coisa se há de arranjar e seja o que o Senhor quiser”.

Inscrevi-me.

Na primeira semana a única coisa que me ocorreu foi escrever um diálogo entre duas amigas da aldeia que estavam sentadas num café, de um local com nome caricato e que falavam de coisas palermas. Uma amiga era uma parva convencida, a outra uma pessoa comedida e tolerante. Assim nasceram a Custódia e a Clotilde.

Ora tal como acontece com o Pelé e o Maradona, a melhor fica apagada pela cabeça de vento da mais estouvada e assim se criou um publico que recebeu de braços abertos esta estranha criatura que é a Custódia.

A Custódia é um produto do desafio dos pássaros e um subproduto da minha mente enrascada porque não sabia sobre o que raio havia de escrever.

Depois de acabar a última palavra do primeiro texto eu já sabia que ia escrever sempre sobre estas duas, porque gostei delas e porque toda a gente gosta de uma tipa que sonha ter encontrado o cão da vizinha no purgatório e que o pobre se chama Hitler.

Para mim, o desafio dos pássaros deixou de ser um desafio sobre temas para ser uma novela a pedido. Eu não esperava pelo tema para saber do que é que ia escrever, eu esperava pelo tema para saber o que raio eu ia pôr as duas amigas a fazer.

E foi um exercício muito divertido para mim.

Confesso que em algumas semanas me vi mais à rasca, porque uma pessoa tem uma vida de responsabilidades e vem para aqui esquecer que a vida é a sério, com tarefas e contas para pagar e projetos que se adiam e resoluções que morrem em janeiro e percalços que azucrinam a cabeça do mais zen dos praticantes de meditação.

Quando o desafio terminou eu já sabia que ia fazer uma pausa. Tinha (e tenho) alguns planos para levar a cabo (como o podcast) e não há tempo para tudo, infelizmente.

 

Só tenho coisas boas para dizer deste desafio, já o recomendei pessoalmente a alguém e acho que é muito bom para quem quer começar a escrever, para quem gosta de escrever ou para quem já tem um espaço há muito tempo e de debate tantas vezes com a falta de tema para o que terá de abordar. Têm aqui uma forma de ter um texto por semana, com tema escolhido, restando apenas pôr as tolas a carborar para engendrar a melhor forma de contornar o tema que vos é dado. Poesia, prosa, romance, humor, guião. Tudo vale. Acho que até formulas matemáticas se por aí quiserem enveredar.

Como desnaturada que sou e com tanta coisas a querer fazer em simultâneo fui deixando este texto para amanhã, para o amanhã do amanhã e para o amanhã do amanhã do amanhã, que chegou hoje.

Se ainda não conhecem o desafio dos pássaros vejam aqui o que é. Se já conhecem não se esqueçam de acompanhar, se não todos, pelo menos uma parte dos textos. Se gostam de escrever participem, é um exercício muito bom de levar a cabo.

A todos os tontos que esgalharam esta ideia, um obrigada pela iniciativa, a todos os que participaram que voltaram a participar, parabéns e força nisso.

 

Quanto à Custódia digamos que está a descansar. Tenho coisas planeadas para ela.

Mais dia menos dia, vão ter noticias dela.

 

 

 

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