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Casa da Gorda

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Sab | 22.12.18

Paixonetas - da saga que nunca comecei "memórias esporádicas"

Gorda
Ontem, a propósito dos coletes amarelos acabei por vos falar de uma paixoneta que tive na minha adolescência. Essa foi apenas uma das várias paixonetas parvas que tive e que, graças a Deus, nunca deram em nada.
 
A primeira vez que me enamorei foi na primeira classe, ele chamava-se Tiago e eu nunca lhe disse que gostava dele. Um dia a minha melhor amiga (que hoje seria uma BFF), na sequência de uma zanga comigo, foi contar-lhe que eu gostava dele. O rapaz, muito certo das suas convicções, veio direito a mim para me dizer "sei que gostas de mim, mas eu não gosto de ti por amor", eu, que sempre fui uma gaja pragmática e resolvida, em plena sala de aula disse-lhe "então se não gostas vai à merda!". Não só ficou resolvida a questão, como a minha mãe foi chamada à escola porque eu disse uma asneira alto e bom som.
 
Mais tarde apaixonei-me por um miúdo chamado Sérgio, tinha o cabelo cortado à tigela, parecia mesmo que alguém lhe tinha enfiado um capacete da primeira guerra mundial e tinha aparado por ali. Nunca falei para ele nem ele para mim. Provavelmente a melhor relação que já tive até hoje. Nunca nos chateámos, essa é que é essa.
 
Mais tarde perdi-me então de amores pelo Nuno que falei ontem. Eu era muito miúda e ele já era galifão. Uns anos mais tarde quis oferecer-se para me ajudar com a matemática porque até era bom nisso. Muito provavelmente porque nessa altura eu já era copa D e ele achou que a equação seria interessante. De forma muito correta expliquei-lhe que ele bem podia pregar com os números peida acima. Eu sou muito doce e meiga, não consigo evitar este meu lado delicado.
 
Tive uma paixoneta por um David, até quis aprender a fazer desenhos a carvão para o impressionar. Desenhei-o mais do que uma vez. Ficou uma bela merda. Ele nunca viu as minhas obras e na minha cabeça o filme acabava sempre com um beijo arrebatador depois de ele ver a minha dedicação à relação. Claro que na minha cabeça de adolescente isso acontecia num atelier com vista para o mar, na casa à beira da praia onde eu não vivia. (eu morava num T2 com vista para a praceta) Depois conheci-o e percebi que tinha voz de apito. Pensei "tantas horas à volta de desenhos em papel cavalinho, porra!" Perdi todo o interesse.
 
Gostei de um moço vegetariano e decidi deixar de comer carne por causa disso. Andei neste trabalho 5 anos, 4 anos e meio só para marcar uma posição porque até já me tinha esquecido do nome dele.
 
Depois desta tive a minha primeira paixão a sério. Mas dessa não interessa falar aqui, porque fica romântico e depois fica sério e perde a graça.
 
Bom fim de semana e se não nos falarmos até lá Bom Natal para todos.
 
 

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