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Casa da Gorda

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Ter | 14.05.19

Se a Gorda fosse jornalista: entrevista com Not so Fast

Gorda

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A minha entrevistada esta semana já teve problemas com a lei, ou assim eu imagino. De qualquer forma já consegui a atenção do leitor que estará neste momento a salivar para saber se eu entrevistei uma madrinha da Máfia, e isso é o que realmente interessa.

Posso desde já dizer que é uma mulher que gosta de andar devagar, porque isto as coisas quando são à pressa dão asneira, toda a gente sabe. E porque me cheira que terá sido multada (bem multada) por excesso de velocidade, coisa para ter ficado sem carta para cima de seis meses. Gosta de fazer exercício, escreve lindamente (mesmo com umas belas unhas de gel; uma vénia de cabeça às canelas para a minha entrevistada) e sabe usar uma maquilhagem como pouca gente.

 

Sem mais palheta, apresento-vos a Lénia Rufino, autora do blogue Not So Fast.

 

Podem também seguir a Lénia no Facebook e no Instagram.

 

Vamos à entrevista?

 

(ultrapassado aquele momento dos dois beijinhos e do bom dia e de eu ficar com marcas de batom vermelho das bochechas e tal e coisas…)

 

CG - Para fazer esta magnânima peça jornalística eu faço bastante investigação. Não tenho fontes, mas escavo muito para perceber as profundezas do meu entrevistado. Ao vasculhar o seu Inscagram, como a boa mirone que eu sou, não pude deixar de reparar que a Lénia se apresenta muito parecida com o vinho do porto, numa espécie de síndrome de George Clooney, mas em gaja. Dito isto, eu que envelheço a passos largos e as outras pessoas que por aqui aparecem queremos saber: o que é que bebe para estar melhor com a idade quando as outras já vão buscar as marias aos calcanhares? Fez um pacto com o diabo? Se sim, diga se pode facultar o contacto depressa que já se faz tarde?

NSF - Ora bem… só não bebo água a ferver que, parecendo que não, é coisa que encarquilha uma pessoa e tudo o que qualquer Georgina Clooney quer é a pele esticadinha, esticadinha. Fiz um pacto com o diabo, sim: combinámos que ele vem em boiões de creme do Lidl e que eu vou contando o segredo. (True story: creme do “”Lidel”. Esquece os De La Mer(de) da vida. Lidl é o melhor.)

Nota da jornalista: anotado.

 

CG - Tendo em linha de conta que a má hortografia e o espasmo semantico lhe causam um certo afrontamento ocular, de zero a dés quanto é que lhe está a custar ler esta pergunta? Note que ouve um esforço em matar assentos para lhe propurcionar ainda mais praser.

NSF - Aqui jaz Lénia Rufino, falecida precocemente aos quarenta e vinte anos (ver resposta anterior), de sequência violenta de AVCs por conta de erros ortográficos. Para o funeral, em vez de gastarem dinheiro em flores que depois de amanhã já só cheiram a podre, comprem gramáticas e leiam-nas.

 

CG - Estive 10 minutos a olhar para o nome do seu blogue, destes ocupei 5 para uma sesta rápida e os restantes a matutar o que a terá levado a escolher este nome. Por mais voltas que dê imagino sempre uma situação de multa por excesso de velocidade a caminho das praias de Carcavelos, tudo na lambonice (não estou certa de que esta palavra exista) de arranjar lugar sem ter de andar muito até à praia. Quer fazer o obséquio de contar?

NSF - Vamos a factos: em primeiro lugar, não sou freguesa da praia de Carcavelos — demasiada ventania para mim; em segundo lugar, pese embora já tenha sido mandada parar 51 vezes pelas autoridades, nunca fui multada por excesso de velocidade. Porquê? Porque NUNCA conduzo acima dos limites (cof… cof…).

A história do nome do blog é gira: há muuuuitos anos, já farta de ter um blog que não era anónimo, decidi que queria escrever em modo anominato. Fechei o blog antigo e criei este. Dei duas voltas à cabeça e surgiu este nome, vindo não sei de onde. Escolhi um nickname e tudo (Marianne, alusão a Mariana que seria o nome que gostaria de ter dado a uma filha mas não calhou). A coisa deu-se e o meu anonimato durou umas vastíssimas DUAS HORAS… porque fui imediatamente topada por uma leitora do blog antigo (à época, não existia a avalanche de blogs que há agora e a malta conhecia-se toda — ainda alguém diz “malta”?).

Nota da jornalista: sim, a malta de 80.

 

CG - Vamos imaginar que está no Barreiro e apanha o cacilheiro (ou lá o que raio é o barco que usam no Barreiro) com destino a Lisboa. O comandante da embarcação tinha sonhado com a mãezinha dele e esta tinha-lhe dito que havia uma bomba no Tejo. A vida dele complica-se e então ele decide fazer rumo para a Ásia sem avisar os passageiros. Nesse barco, por azares e voltas do destino, a embarcação só tinha três passageiros: a Lénia, a Maria Leal e o Gustavo Santos. Quando se dão conta o comandante tinha atracado a embarcação numa ilha deserta, saiu do barco aos gritos e os índios limparam-lhe o cebo sebo (os índios são assim, não gramam barulho). Quando chegaram aos três passageiros perceberam que dois podiam ser indigestos, mas que a Lénia ainda podia dar um bom petisco. Não querendo ser radicais deram-lhe 4 hipóteses:

1. Todos os dias tinha de mergulhar num lago com sanguessugas usando um biquíni de tiras (onde é que eles tinham o biquíni são coisas de pormenor que não interessam agora);

2. Uma vez por semana tinha de assistir a um espetáculo da Maria Leal vestida de Lolita, seguido de quatro horas (4) de conversa com a senhora, que toda a gente sabe que assassina a gramática à catanada;

3. Dia sim, dia não iria ouvir uma palestra do Gustavo Santos e não pode tentar afoga-lo, o Gustavo tentará convencê-la que a sua insatisfação com o facto de estar presa numa ilha com ele, ambos a cheirar bastante mal, é um problema da sua mente;

4. Deixa-se comer pelos índios.

 

Qual é a sua escolha? Se não fundamentar tem uma penalização de 2 valores na nota final.

NSF - A minha primeira escolha é pedir-te que escrevas SEBO correctamente (ver resposta à pergunta nº 2).

Sobre o dilema em si… posso escolher a cor do biquíni?

Sou miúda para aguentar concertos da Maria Leal (e se levar os sapatos de dança ainda faço de bailarina javardola), mas não aguento a tipa a falar. Se o Gustavo Santos não abrir a boca, também consigo viver com ele (o tipo é giro, vá. Mas calado!). Não sei se os índios são bons a comer pessoas e calculo que não haja Tinder na ilha, portanto… evitemos. O mergulho no lago parece-me a saída ideal: sou praticamente o Michael Phelps do mergulho e despachava a coisa em poucos segundos.

 

Nota da jornalista: como prova de que esta jornalista é verdadeiramente tonta, notem que fica registado o envio de erros grosseiros numa entrevista, a pessoa é incomodada e ainda leva com farpas na vista...

 

CG - Reparei recentemente que uma das suas bicas lhe ofereceu a imagem de um pandeiro a libertar o que parecia ser um flato (inócuo, ao menos, espero…). É comum que as suas bebidas lhe providenciem imagens de partes intimas desconhecidas? Se assim for, se o café dá nalgas o que se pode esperar de um copo de tinto?

NSF - Só houve uma bica, além dessa, que me ofereceu uma imagem. Era um coração. Depois a vida aconteceu e até no café já só me sai merda. Enfim. O que é que me dá o vinho? Olha…dá-me ressacas, de vez em quando.

 

CG - O que dizem os seus sapatos de dança?

NSF - Ui… muitas coisas. Mas what happens on the dance floor stays on the dance floor.. e olha que já aconteceram coisas que não lembra a ninguém… Mas não posso contar, portanto, dou a resposta politicamente correcta: queixam-se de que já fizeram mais quilómetros do que os ténis com que fui a pé a Fátima. E deram-me muito menos chatices.

 

CG - Não podemos ir embora sem que complete a seguinte frase: “Quando os putos estão na escola e eu de férias, aproveito para…”

NSF - Bom… nunca aconteceu! Acontece é o inverso, eles de férias e eu a trabalhar, que isto eu sou é uma moira... Mas, se acontecesse, a resposta seria… aproveito para… namorar (com F) sem ter de me preocupar com o barulho!! (Ai, desculpa… vamos fingir que eu respondi que aproveito para limpar a casa em condições e assim…)

 

Nota da entrevistada (uma espécie de gorjeta pelo serviço prestado...coitada, está em terapia depois disto): Deixa-me só acrescentar isto, para informação da tua clientela: quando recebi as perguntas, tinha acabado de estacionar o carro. Fiquei lá dentro sozinha, a rir à gargalhada. Era isto. Obrigada e bom dia!

 

É tudo, por agora. (tã-tã-tã tã-rã-rã tã-tã-tã-rã-rã)

 

 

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