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Casa da Gorda

Casa da Gorda

27.09.18

Meu querido Gregório Duvivier

Gorda
Estou lhe escrevendo esta carta tendencialmente idiota porque ambos sabemos que ela não vai ser lida, ou melhor, eu sei que não vai ser lida, você não sabe sequer que ela existe, o que é algo que me deixa bastante descansada. Pra me fazer entender melhor – e porque tenho a mania que sou engraçadinha (o humor é o refúgio das gordas, já que a salvação só a encontramos no açúcar e no pão com manteiga) – decidi escrever essa missiva abusando dos acentos, árrastando as (...)
13.09.18

O meu livro é a última página na biblioteca do deserto

Gorda
Bom tarde estamos aqui todos presentes para a apresentação do quase-livro da Odete Escrivaninha-Penico. Vamos falar um pouco com ela.   (entrevistador foca a atenção na quase-escritora)   - Olá Odete, deixe-me que lhe diga que estamos muito empolgados com este seu novo livro. Como está a ser escreve-lo? - Bom, honestamente não sei, porque ainda não comecei. Tenho apenas um draft do rascunho da ideia. - Excelente. Parece ótimo. - É no mínimo brilhante. - A sério? - Claro que (...)
14.08.18

Literatura nacional (e TOP de vendas)

Gorda
Existem 3 tipos de literatura nacional que vende em barda neste querido Portugal:   Literatura de encher chouriços, como o Chagas Freitas e o Minh'alma (ou lá o que é). Textos desconexos que redundam sempre no mesmo, em promessas que não interessam a ninguém e a coisas que fariam qualquer gaja arroxar de sono se acontecessem na vida real. Literatura de encher chouriços mas com pau, onde se enquadra o Noite-Luar. Primeiro que tudo como é que alguém compra um livro de uma (...)